Links Úteis
Confidencial

Subscrever Newsletter

Política

«Tivemos acesso a informações»

Moçambique: Renamo acusa Frelimo de preparar plano para assassinar o seu líder

Maputo - «Para além do líder, tivemos acesso a informações sobre uma lista de pessoas ligadas ao Presidente, que a Frelimo pretende aniquilar», Fernando Mazanga, porta-voz do partido Renamo.

A Renamo acusa a Frelimo de estar a preparar um plano para assassinar o seu líder, Afonso Dhlakama. Fernando Mazanga disse que um grupo de homens ligados ao Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) foi preparado para assassinar o líder da «perdiz» e alguns dirigentes do partido.

Fernando Mazanga fez esta acusação alegando que, através de fontes bem posicionados dentro dos serviços de segurança do Estado, o seu partido teve acesso ao plano de assassinato do seu líder e a uma lista dos dirigentes políticos da Renamo.

O porta-voz da Renamo afirmou ainda que a Frelimo estará a preparar uma manifestação na rua das Flores, cidade de Nampula, onde vive o líder da Renamo, cujo objectivo será o seu assassinato.

Segundo Fernando Mazanga, a Renamo não vai recuar no seu plano de levantar uma revolução nacional, mesmo com as ameaças do Governo da Frelimo.

O porta-voz da Renamo negou revelar os nomes das pessoas mencionadas na lista, alegando que não estava autorizado a falar.

«Trata-se de dirigentes políticos ligados ao Presidente. Não posso mencionar os nomes porque ainda não estou autorizado», referiu o porta-voz.

«Temos informações segundo as quais a Frelimo prepara um grupo de simpatizantes para marcharem na rua das Flores, exigindo a retirada do Presidente Afonso Dhlakama de Nampula. No mesmo grupo, estarão infiltrados agentes do SISE, usando vestes muçulmanas e escondendo armas para a assassinarem o Presidente Dhlakama», defendeu Fernando Mazanga.

«O presidente Afonso Dhlakama está em Nampula há já três anos. Por que é que a Frelimo tem medo da presença dele naquela cidade? Aliás, a Constituição da República confere ao cidadão o direito de escolher livremente a fixação da sua residência. Por que se incomodam com ele lá?», questionou o membro da renamo.

«Ao preparar o plano de assassinato do líder do maior partido da oposição em Moçambique, o Presidente do partido Frelimo, que é Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, quer a paz ou a guerra?», acrescentou Fernando Mazanga, dizendo ainda que o partido no poder pretende fazer o que aconteceu em Angola, onde o MPLA atentou contra o grupo dos jovens democráticos e assassinou o seu líder.

Eles querem assassinar a liderança do maior partido da oposição em Moçambique para voltarem ao regime monopartidário ou manterem uma oposição de incutir medo.

Questionado pela PNN sobre se o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, se irá pronunciar acerca das escaramuças de Nampula, Fernando Mazanga disse que Afonso Dhlakama aguarda ainda a resposta de Armando Guebuza sobre o assalto à sede provincial do partido, onde estavam os ex-guerrilheiros.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-03-20 12:31:00

MAIS ARTIGOS...
  Moçambique: Dhlakama expulsa televisão pública da reunião do partido
  Papa Francisco recebe Presidente de Moçambique
  Presidente de Moçambique visita Itália
  Moçambique: Eleições aguardam veredicto final do Conselho Constitucional
  Moçambique: Embaixador dos EUA decepcionado com campanha de «difamação»
  Moçambique: Comissão Nacional de Eleições não aceita recurso da Renamo
  Moçambique: CNE dividida declara Nyusi e Frelimo vencedores das eleições Gerais
  Frelimo conquista maioria absoluta em Moçambique
  Moçambique assina acordo contra caça furtiva com a África do Sul
  Moçambique: Desarmamento da Renamo começa hoje a ser fiscalizado
  Moçambique: Contagem geral dos votos dá vitória à Frelimo
  Moçambique: Renamo venceu Presidenciais em Tete

Comentários

Nome:

E-mail:

Comentário:



Hospedagem de Sites Low CostJornal Digital Cabinda Digital Luanda Digital Bissau Digital Jornal de São Tomé Timor DigitalCabo verde
Notícias no seu site Recrutamento Estatuto editorial Ficha técnica Contactos Publicidade Direitos autorais